Geralmente quando chega o aniversário de alguém, geralmente nós (não eu) fazemos textos curtos (bem padrão e feio) bem clichês, colocamos uma foto de lembrança com o mesmo texto clichê, mas só pra diferenciar, pra falar que tá bonito, ou as vezes mandamos um vídeo com várias fotos com uma música de fundo que representa algo e por aí vai. Muito dizem que o que importa é a intenção e a lembrança, eu concordo, porém, o que mais importa é a "mensagem" que deixamos, o significado por trás dela. Um "Parabéns, tudo de bom" pode ser tão bonito e importante quanto um textão de milhares linhas ou um vídeo de homenagem, vai da pessoa. Mas enfim, vamos ao que interessa...
Como eu disse anteriormente, 25 de fevereiro é o nascimento DELA, da coisa mais linda da minha vida, da pessoa que eu mais me importo depois da minha família (pra ser sincero, até mais em certos pontos), uma pessoa que desde entrou na minha vida, só me traz paz, alegria, amor, carinho, reciprocidade, e todos os adjetivos positivos existentes no dicionário, que se eu fosse falar cada um, eu teria que escrever outro texto aqui, e mesmo assim, seria pouco.
Enquanto eu escrevo isso, eu tento organizar minha cabeça de como eu posso explicar a dona pra mim, por que várias coisas boas passam pela cabeça, é uma coisa maluca, é uma alegria imensa lembrar dela, falar dela, pensar nela, falar dela, ter ela. Eu sou uma pessoa melhor, feliz, cheio de amor pra dar. Nunca senti isso na vida, e é por causa dela que eu me sinto uma pessoa melhor hoje em dia.
Mas vamos lá, vou tentar organizar um pouco... Vamos contar da minha vida amorosa antes de conhecer a Dona.
Bom, desde pequeno eu sempre tive amores passageiros, ou de primeira vista, pois eu sempre fui de criar expectativas por pessoas que mal me conhecia, ou que não tinham os mesmos pensamentos que eu, sempre foi algo que sempre me atraía fisicamente. Isso "piorava" quando algum diálogo começava entre eu e a pessoa que botava na cabeça que gostava. Desde aquela época, eu nunca fui vulgar, nunca forcei nenhuma garota a nada, apenas era eu, e muitas garotavas gostavam, outras amavam, outras logo enjoavam.
Em 2011, tive a primeira oportunidade de beijar a primeira garota, foi uma sensação muito estranha, pois eu nunca tinha feito isso, mas era uma coisa muito boa. E esse beijo acabou acontecendo "forçado" numa brincadeira de verdade ou consequência, mas como não dizer não numa situação dessas? Essa mesma garota que eu beijei, parece ter gostado de ter feito, começamos a ter mais contato, começamos a ter mais interesse pelo outro, ficamos, beijamos mais e quando percebi, virou um namoro. Não vou dizer que eu não queria, mas eu nem sabia como lidar com um namoro, pra mim era só ficar beijando uma mesma pessoa toda hora, e ficar com ela o dia todo. Bom, foi assim até o fim do ano, onde eu quis trocar de colégio, pois estava enjoado de tudo que tinha nele, até dos pisos, até quem mandava lá. Eu me mudaria pra um colégio na mesma esquina, e a "minha namorada" disse que não ia ter problema algum e que continuaríamos a namorar (
Veio 2012, novo colégio, numa terra de ninguém. Eu estava com medo de me isolar e ser zoado, sofrer bullying e todas aquelas coisas que um novato sofre. Até que no início eu fiquei de boas, na minha, num canto da sala, vendo as palhaçadas da sala e as tretas acontecerem. Mas aos poucos eu fui me enturmando com a turma e no final, como sempre, eu era um dos mais zoeiros da sala.
Mas ali eu nem pensava em gostar de alguma garota, tinha muitas garotas bonitas, mas nenhuma me atraía, só queria ser um conhecido ou amigo delas mesmo. Essa nossa turma era muito amiga da turma que era um ano atrás, e a gente sempre se encontrava no intervalo, ou entrava uma na sala da outra, foi aí que eu percebi que tinha uma garota moreninha que sempre que eu tava por ali, ela me olhava com um olhar bem diferente das outras que eu convivia, ficava cochichando, dava risadinha, as amigas botavam uma pilha. Mas novamente, eu nunca senti algo fisicamente ou interior por ela, mas eu vi que ela sentia, e então comecei a conversar mais com ela, saber mais sobre ela, começamos a conversar a sós no intervalo (com a ajuda das amigas dela, por que ela era muito tímida), ela parecia temer algo, ser muito nova em algo que nunca tinha feito, e foi aí que ela me disse que nunca tinha beijado em ninguém, nunca namorou e que tinha vontade de acabar com essa coisa toda. Aí (
Alguém do nosso grupo entre turmas viu a cena e logo começou a botar pilha que nós iríamos namorar e tals, ela ficou mega sem graça, saiu correndo, e eu fiquei atônito, achando que tinha feito merda. Logo depois ela veio no Facebook e começou a puxar assunto comigo, eu logo quis saber se ela se sentiu ofendida ou pressionada com o acontecimento de antes, ela disse que não e "agradeceu" pelo momento, que curtiu. Mesmo ela dizendo aquilo, eu tinha que conversar com ela pessoalmente pra ver se realmente era verdade.Com tantas e tantas conversas, logo após todo o intervalo, a gente se beijava, mas agora sem vergonha nenhuma, podia passar Deus e o mundo que a gente iria continuar o tempo que fosse. E com tantas e tantas ficadas, novamente acabou que virou um namoro, mas a gente nunca chegou a fazer aquele pedido formal, simplesmente aconteceu. Eu sinceramente não queria namorar, mas não por que eu gostava dela, novamente, eu só gostava muito dessa coisa de beijar uma garota sempre, com compromisso. Ela felizmente aceitou e depois que começamos, foi uma sensação boa, todo mundo aprova, algumas pessoas do colégio sabia, professores também, ela ficava sem graça (eu também), mas ela gostava daquilo tudo.
Passando alguns meses, ela começou a agir estranho comigo, ela não queria mais me beijar, só queria ficar conversando, uma espécie de enrolação. Ficamos uma semana nisso, foi aí que eu parei pra conversar com ela num belo dia e ela me disse que queria dar um tempo, disse que queria parar pra pensar se realmente queria continuar a namorar, por que ela se sentia presa (não sei por qual motivo) e que queria voltar a rotina dela um pouco, eu respeitei e falei que quando ela quisesse, eu estaria aqui, e que não era contra essa decisão dela, por que eu respeitava ela acima de tudo.
No dia seguinte ela faltou o colégio, e eu perguntei para as amigas dela o porque, e elas não souberam me responder e também queriam saber. (
Cheguei na sala normalmente, joguei minha mochila na cadeira e logo fui bater papo com o pessoal da sala (
Chegada a hora do intervalo, eu já até tinha esquecido o tal segredo do garoto, mas aí, o grupo da outra sala parecia saber também do segredo, e todo mundo me olhava com um olhar bem esquisito, eu tentava falar ou fazer uma zoeira como sempre, pra todo mundo rir, mas todo mundo soava falso ou indiferente da situação, eu me senti inconfortável e dei uma desculpa que iria ao banheiro. Para ir ao banheiro, a gente passava por um corredor bem cego das câmeras do colégio, e é bem pequeno, muitas pessoas usavam aquele lugar pra ficar com alguém ou fazer outras coisas, até pra brigar. Mas infelizmente, eu fui pro lugar errado, na hora errada. Passando por aquele corredor, eu vi a Yasmin beijando e abraçado com um moleque da turma superior. Nossa. Pela primeira na vida eu tomei um baque, fiquei triste demais. A única coisa que eu consegui na hora foi correr pra uma sala abandonada que tinha no colégio e começar a chorar incessantemente, passaram mil coisas na minha cabeça, e eram só coisas ruins. Pensei o porque a vida não me dar alguém que sinta algo por mim, eu fui tão trouxa que até pensei em me apaixonar por uma pessoa que só me usou pra perder o BV dela e ver como um "namoro" era.
Veio 2013, o mesmo cenário do ano atrás, um turista. Mas dessa vez, eu consegui fazer amizade com TODOS da turma, nunca deixei de ser quem eu sou pra agradar alguém ou pra desagradar. A sala era muito maneira, tinha treta pra caramba, mas era aquelas tretas saudáveis, até eu me envolvi em uma, onde a sala toda me zoou que o Botafogo foi eliminado pelo Flamengo de goleada e quando eu cheguei, todo mundo cantou o hino do Flamengo e eu dei dedo pra geral puto, mas eu ri no final. Mas pela primeira vez, eu me apaixonei por alguém da sala, e foi por tudo. Da beleza, do olhar, da voz, do jeito dela, de tudo, era a Larissa. Bom, eu já contei sobre ela, como estamos falando de amor, 2013 foi um ano bem vago, eu só ficava no olhar, ainda mais que ela namorou nesse mesmo ano e terminou e sofreu bastante, mas eu nunca fui presente pra ajudar, por que ela tinha o grupinho dela, e então, se eu chegasse como não queria nada, o pessoa com certeza saberia, mas eu soube guardar.
Veio 2014, a mesma turma, mas com algumas peças menos importantes de fora, mas muitas. As partes "tóxicas" se foram, mas entraram algumas que atrapalharam também, mas nada de mais. Eu comecei a conversar mais com a Larissa, mostrar realmente que eu queria ser uma pessoa presente na vida dela, por enquanto, sem interesse. Eu digo que esse ano foi um filme, onde teve altos e baixos, climáx e o final "triste".
O inicio desse filme foi bom, estava acontecendo aquilo que o público quer, ela foi começando a contar mais sobre ela, os rolos amorosos que ela sempre tinha quando ia pras festas, sobre as pessoas que eram interessadas nela (
Mas eu só queria saber da Larissa ali, se ela estava bem, pra mim, aquele ambiente se tornou um branco, um nada e eu e ela estávamos numa linda cama, bem luxosa, confortável, onde eu estaria dando carinho nela.
Logo após o colégio, a noite, a prima dela (a Amanda), veio conversar comigo, ela realmente jogou as cartas ali na mesa. Perguntou se eu tava gostando da Larissa, e o porque disso, como isso aconteceu. Eu fui sincero com ela em cada palavra, expliquei tudo aquilo que eu senti, como eu idealizava a Larissa na minha vida. Depois de ter mandado aquilo, após 5 minutos, a Amanda me manda um texto grande explicando sobre como a Larissa era, e que eu deveria desistir daquela ideia louca (
Bom, tudo estava dando certo, parece que minha autoconfiança estaria atingindo seu ápice, esperei o dia mais importante para botar tudo em jogo, o dia dos namorados. Era dia de aula no dia dos namorados, eu agia normalmente, era eu sendo eu ali na sala, mas na mochila, eu tinha comprado uma mini cesta com vários ursinhos, com vários chocolates dentro (Diamante negro, era o favorito dela) e um texto explicando tudo aquilo que eu sentia, mas em si não era um pedido em namoro (
Mais tarde, a noite, veio a mensagem dela, (
Ela achou aquilo tudo lindo, elogiou, falou que vai guardar pra sempre na vida dela, e que achou maravilhoso tudo, que ninguém nunca havia feito isso pra ela, nem os antigos namorados. Enquanto eu ia lendo essas coisas, eu achei que tinha triunfado, que tudo deu certo (
O ano de 2014 acabou um pouco que esquecido, depois de todos esses rolos, eu fiquei muito triste, mas a turma era tão maneira, que eu acabava esquecendo do acontecimento, mas nunca dela. Aos poucos eu admitia o que eu sentia por ela era um amor platônico, onde só eu via algo nisso. Mas a minha autoconfiança ainda me fazia acreditar que um dia eu ia mudar isso, eu só precisava amadurecer e falar as palavras certas no momento certo.
Veio 2015, minha turma teve que trocar de turno por que o Ensino Médio no colégio só tinha de manhã, então, mais da metade da sala saiu, e muitos poucos ficaram, mas os essenciais. Era meio que a minha turma com um bando de gente nova do Ensino Médio, que ninguém conhecia ninguém. Mas infelizmente o nosso grupo da tarde acabou se dividindo em vários grupinhos, mas cara, que turma, foi a melhor turma que eu já tive na minha vida, de longe. Era zoeira pura. Nós éramos considerada a pior turma do colégio, mas a questão não era nem das pessoas que estavam na turma, e sim a relação a disciplina, a gente conversava muito, o ensino era bom, mas a gente nem ligava, acho que nem os professores ligavam, por que em relação a convivência, os professores zoeiros amavam, e os rigorosos, faltavam morrer do coração, porque não controlavam aquela turma. Era impossível você chegar naquela sala triste e sair de lá triste, não dava. Esse foi um ano que eu esqueci a Larissa quase que completamente, conversava com ela de vez em quando na sala, e por Whatsapp só perguntava se tava tudo bem. Eu esqueci tanto dela e ela foi tão secreta com ela mesmo, que eu soube depois que um garoto transou com ela enquanto eles estavam bêbados numa festa sem camisinha, gozou nela e ela nem sabia, e quase engravidou, chegou chorando e tudo, mas graças a Deus, deu tudo certo. Soube também que ela quase foi estuprada por um outro garoto que forçava um namoro entre eles, e que a amiga dela também se envolveu, e que esse mesmo garoto transou com a amiga dela. Tipo, coisas doidas acontecerem na vida dela nesse ano, mas acho que serviu de lição pra ele se tornar uma pessoa melhor, quem ama, não faz NUNCA esse tipo de coisa. Mas enfim, a turma foi sensacional, e quando eu soube que praticamente a turma toda ia sair, e que muitos repetiram de ano, fiquei triste pra caramba, só de lembrar daquela turma, me dá vontade de chorar. Maldita nostalgia!!!! "Maldito" tempo que passa voando!
Foto da turma (falta alguns inclusive a Larissa por motivos da foto ter sido tirada aleatoriamente no ano) por que eles merecem, merecem pra caralho, sinto falta de "geral", amo vocês.
Veio 2016, e saber que talvez eu nunca mais poderia ver a Larissa já me abalou, por que é aquilo, enquanto você convive, adora desdenhar, deixar de lado, as vezes ignorar, até falar mal, enjoa até de ver todo dia, mas quando a pessoa vai embora, de vez, você morre de saudades da pessoa. E eu ficaria mais chateado, por que a minha turma se misturou com a sobra de uma outra turma e não foi uma relação tão FODA como ano passado. Um ano bem turbulento. Em termos amorosos, só sofri aquele "bullying" saudável dos amigos em que eles falavam que eu não pegava ninguém, e não namorava com ninguém, sempre me empurravam pra cima de algumas garotas, mas sem sucesso, em TODAS as ocasiões. Todas vez que tinha a palavra "pegar", "namorar", "beijar" e afins, sempre tinha a frase: "O Victor não sabe o que é isso". (não sei mesmo). Sabe aquelas situações que você tem que fingir que tá tudo bem e dar aquela risadinha falsa e aceitar a brincadeira? porque se não você é o chato, escroto, chato, mas no fundo, você fica ofendido, por que com amor não se brinca, e eu não sou/era assim, com ninguém, e ninguém deveria/deve ser assim. Mas enfim, eram meus amigos, por mais babacas que eram na maioria das vezes, eu tinha umas recaídas bem fortes por causa daquilo de não ter alguém pra me amar e ser amado, e eles me ajudaram bastante, falavam a famigerada frase "Um dia você vai encontrar alguém Victor, relaxa" (mais uma vez a frase que eu odeio). 2016 com certeza é um ano que eu apagaria com facilidade da minha vida, não porque foi ruim e sim por que foi um ano tão vazio, só acontecimentos que mexeram com meu emocional, ninguém me quis, não por que eu era chato, sem assunto e etc. E sim por que a aparência falava mais alto. Pra ser sincero, eu não me acho feio, mas também, não sou um modelo, angel, capa da Capricho, e eu acho que as garotas/garotos lá do colégio eram todas interesseiras/interesseiros, e só queriam saber de sair, beber, ficar e fuder com os/as garotos/garotas mais gatos/gatas possíveis da sala e dos rolês, pra depois se orgulhar de ter feito isso, e logo depois se dar mal. Então, aprendi definitivamente que, COLÉGIO NÃO É LUGAR DE ENCONTRAR AMORES.
Veio 2017, ultimo ano de colégio, um ano que altas responsabilidades viriam, e eu decidi trocar de colégio, ir pra um colégio mais puxado (achava eu isso né, por que o Elite é só nome), porque afinal, no ano anterior eu não teria feito o ENEM por simplesmente não ter buscado informações sobre, queria ver como era. Mas enfim, faz parte. Depois de 4 anos convivendo no mesmo colégio, sem ter que começar nada do zero, lá vou eu. Mudança de turno, de trajeto, de rotina, estaria eu pronto pra aquilo? Bom, depois de tudo isso ter passado, acho que a resposta é meio paradoxa, mas eu não estava pronto pra aquilo, eu só queria que aquilo passasse como um raio, e o que tivesse que acontecer, eu só teria que aceitar. Mas em relação a amores, eu só tentei me aproximar de uma garota, mas eu acho que ela não merece ser citada, pois ela era tão complexada, e preferiu tentar um namoro com um garoto que só queria um lance e ela acabou sufocando ele, e ele só iludiu ela e acabou se machucando. São aquelas situações que você vê tudo explodindo, mas não porque você quer, e sim por que ela escolheu o caminho mais difícil. Em relação a sala, consegui fazer amizade com todo mundo, a galera adorava fazer uma zoeira, brincar, eu tenho várias imagens, vídeos e memes aqui no meu celular ainda das coisas que aconteciam na sala, com certeza são pessoas/amizades que eu vou levar pra vida inteira, foram maneiras pra caramba, apesar de longe não superar 2015.
Mas esse ano de 2017 passou e eu coloquei uma coisa que eu só sofreria, tentaria de tudo, esperaria por alguém que realmente fosse a pena. Por mais que todas aquelas histórias ruins já tinham virado passado, eu já estava cansando de amores falhos, incompreensíveis, impossíveis, passageiros. Eu quero amar realmente alguém que necessite de mim, que eu a preencha, que seja uma coisa recíproca, por mais que a pessoa não comece morrendo de amores por mim querendo um namoro, mas com o passar dos dias, meses e anos, o amor floresça lindamente e que aquilo só melhore. Eu sempre tive/tenho recaídas, sempre fico carente, querendo abraçar alguém que eu amo muito, queria beijá-la, querendo dizer aquelas palavras que estão presas na minha garganta por anos e anos: "Eu te amo", "você é tudo pra mim", "bom dia meu amor", "boa noite meu amor" e todas aquelas frases bonitas que os casais costumam dizer.
Eu sei que conto de fadas não existe, a vida pode ser muito cruel com a gente quando ela quer, mas também, quando é a hora, ela te dá caminhos, sinais de que a mudança é eminente, é mais próxima do que a gente pensa e que as vezes não depende de você, mas mesmo assim, você deve seguir. E eu percebi que ela me deu um presente pra eu amar, chorar, sofrer, rir, falar, fazer de tudo junto, eu sei que ela me deu. Mas a vida tem suas incógnitas, eu não sei se eu devo finalmente abrir esse meu coração tão "machucado", cheio de amor pra dar pra alguém que mereça, cheio de bondade e todas as coisas positivas que se possa imaginar, ou se novamente, eu vou falhar miseravelmente, não por culpa minha. Eu não quero mais isso. Eu não sou uma pessoa de ostentar nada, eu só quero ter uma das dádivas mais abençoadas e lindas que a vida pode nos dar, que é amar. É tão difícil amar? É tão difícil virar a página? É tão difícil recomeçar? É tão difícil achar alguém para amar? Eu não posso responder essas perguntas, eu só posso me questionar. O que eu pergunto é: Por que é tão difícil alguém me amar? Por que é tão difícil namorar comigo? O que eu tenho de ruim? Eu mereço tudo isso? E várias outras perguntas...
O meu sentimento de tristeza por ainda não ter tido realmente uma namorada fiel a mim ou alguém do meu lado parar amar, ou nem sequer ter beijado alguém para dar um conforto, aqui e acolá, lances, sabe? Em todos esses anos é tão grande, que na maioria das vezes, palavras não são o suficiente pra tentar explicar tudo isso. Quantas vezes eu parei pra chorar, a ir numa praia sozinho, sentar na beira da praia e refletir sobre a vida. Refletir as vezes o quanto eu me sinto um fantasma. Escutar uma música, me atentar a cada letra da música, e idealizar sendo feliz, amando alguém. Ficar no meio da madrugada sentado na laje de casa, escutando músicas e chorando se lamentando de como a vida é injusta comigo. Sabe, eu acho que sou mais que isso. As pessoas dizem que namorar não é tudo, que namorar só traz dor de cabeça e etc. Essas pessoas geralmente são as que tem relacionamentos tão duradouros quanto eu com uma nota de 10 reais na mão. Pra quem pula de galho em galho, é muito fácil falar esse tipo de coisa, agora a quem tá a 6 anos sem namorar, e a 3 sem saber o que é beijar com frequência, aí é outra situação, quero ver. Eu nunca consegui e nunca vou conseguir ser aqueles tais dos solteiros felizes, que saem por aí, beijando geral, pegando geral, enchendo a cara, fazendo merda, e viva a vadiagem. Sabe, eu sinto que sou uma pessoa pra namorar, que pra mim, os melhores momentos da vida, são aqueles que é compartilhado com alguém que a gente ama. Uma viagem, uma saída para compras, ou passeios, presentes, datas comemorativas, tudo isso, são coisas que dificilmente esquecemos. Eu me imagino como naqueles filmes de romance, com uma trilha sonora de fundo. Sendo feliz com a companheira, fazendo o impossível pra dar tudo do melhor pra ela, eu me encontrando todo dia ela como se fosse a primeira vez. Dando aquele beijo doce, lento, com aquele sorriso logo após o beijo, e com aquela doce voz "Eu te amo". Acho que dinheiro nenhum no mundo compraria essa sensação que eu teria. E esse ano, eu quero demais esse isso, quero ser feliz. Finalmente! Perdi todos esses anos por pessoas supérfluas, não que sejam más pessoas, mas não havia motivos pra eu continuar, mas eu era tão bobo, que acho que dessa vez eu aprendi a lição. Eu quero namorar, e eu sei quem é a pessoa... Eu quero ser diferente na vida de alguém, eu quero ser a razão da mudança da pessoa, do esquecimento de alguém, uma substituição, quero mostrar pra alguém que alguém que ela tanta aguarda uma reciprocidade amorosa chegou. Mas não depende de mim...

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